segunda-feira, 12 de abril de 2010

Fingir não é bom.

"Uma coisa que as pessoas não entendem é que a aceleração pode ser tão paralisante quanto a depressão. Por exemplo, se eu pegar um trem para passear no interior da Itália, na Toscana, e ele não sair do lugar, não vou ver nada. Isso seria depressão. Se eu pegar o trem e em vez de ele andar a vinte , trinta quilômetros por hora, for um TGV (trem mais rápido do mundo) e correr a 220 por hora , também não vou ver nada. É como se eu tivesse ficado parado na estação. No entanto eu fiz o percurso todo, mas fui muito rápido. Então não consegui metabolizar nada, não consegui ver nada. O meio-termo é necessário, e até um pouco de depressão, para você realizar um poema, uma música..." (trecho retirado do livro: Não sou uma só: Diário de uma bipolar)

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