sábado, 31 de dezembro de 2011

fim?

No último dia do ano sempre fico estranha, instável. Por que o mundo todo muda. Choro tudo que sorri o ano inteiro. Se isso é bom não sei, mas a sensação que tenho é que 31 de dezembro não é só mais um dia comum. Tenho a sensação que o peso do ano todo se concentra nesse dia.. o movimento ao redor me faz sentir isso. Mas, na verdade não é nada disso... é só mais um dia comum com mil possibilidades, mil escolhas.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Eu sou fraca

Não tenho força pra lutar contra o preconceito que existe nesse mundo, nas calçadas limpas, nos bares badalados, nos shoppings, nas praças, nos clubes, nas cidades pequenas, nos restaurantes, no chão
no chão
que todo mundo pisa
e onde todo mundo vive.
Meu coração grita
Grita
Eu queria poder mudar o mundo, mas sou fraca
Egoísta
Não sei por onde começar
O que eu faço?
O que eu faço se você não fizer nada?
Eu explodo por dentro
Inutilmente
Pois não mudo nada
Nada.
Que mundo é esse
que volta seu olhar com ódio pra alguém que ama e transa com alguém do mesmo sexo
só por que Ama e Transa com alguém do mesmo sexo.
Que agride com os gestos alguém que tem um cabelo diferente (dreads, rastas, blacks, crespos, coloridos, moicanos, e mil estilos), que usa uma roupa diferente.
Que se volta com olhos vermelhos, boca e pensamentos repletos de palavras sujas
Que mundo é esse?
que fere alguém que tem a pele escura
Que gente é essa
que maltrata gente
por nada
Que gente é essa que se sente melhor apontando seu igual como monstro, como outro estranho
Que se diz melhor
Melhor em que? eu pergunto
Melhor em que? eu grito
Melhor em que? EU GRITO
EU GRITO
e nada.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

saudade

de sentir coisas novas
daquelas que tiram os olhos do mundo

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

...O riso magnífico é um trecho dessa música desvairada...

Escuta bem:

Ah! Ah! Ah! Ah!
Ah! Ah! Ah! Ah!

Só de três lugares nasceu até hoje essa música heróica:
do céu que venta,
do mar que dança,
e de mim.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Eu não nasci pra sentir dor.

e quem nasceu?
me foi dado sempre o bom,
às vezes o melhor.
mas nunca sofri da dor da perda, da falta
senão da falta efêmera.
Só vivi um luto cortante
que combati com gritos, pesadelos e bens.
Meus bens queridos.
Que não posso
e não consigo me imaginar sem.
Por isso incito a vida
com todas as suas turbulências.
Que seja intensa
na dúvida, na incerteza
e na certeza de amar e ser amada, ser sentida, ser vivida.
Por que no fim só resta o fim.
o começo e o meio são agora.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Você é uma Rainha



Digna de um tapete vermelho, vestido longo e coroa.



Você emana alegria e força.



Linda. como ninguém.



Se eu pudesse te dava o mundo.



O mundo de coisas boas.



Equilibra meu sentimentalismo



E me mostra que o mundo é mundo, de mão dadas.



Grita.



Fica linda pra si mesma



Divide.



Fala a verdade com desamor



Mas sempre quer o bem



Respira vida e aspira força



Todos ao redor sentem a vaidade



e a beleza contida na sua vaidade



Reflete conquista



Sempre conquista



As pessoas



os lugares



os objetos de desejo



Desde sempre



meu maior medo



te perder.


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A vida é uma escola. O problema é que a gente nunca se forma.

Não quero sentir falta da ausência certa e infinita.
Tenho muita sorte de tê-los.
Em especial, de tê-lo
Você que me enche de incentivos de vida.
Você que me desprende e me ensina o lado certo. Sempre.
Que me fala a verdade com amor
Tem paciência
E impaciências necessárias
Tenho poucos medos. Porque você me protege onde eu esteja.
Caminha comigo dentro do meu coração em todos os becos, restaurantes, mares e ares.
Que me dá a mão e me leva até a porta da vida. Vida que eu escolho.
Que me ensina que a vida não é uma só, mas que deve ser vivida como tal, terrena.
Você é a estrela que transborda luz
E que ilumina o mundo com sua simplicidade.
Você é o alfabeto que irei ensinar para os meus filhos.
E que, como hoje, irei sempre falar com orgulho e absoluta admiração.
Você é meu herói.





quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Fui raptada

pela apatia
esses dias tenho feito as coisas por fazer
ainda me salvo pela escolha, às vezes, de sair
dizer não
não por que não quero, mas por que ando indisposta
e só
rodeada apenas por vozes
vozes de amor, de carinho
E
não quero colo
não quero fugir de casa
pelo contrário
quero estar em casa
até enjoar
como nos domingos.
Quero ficar na cama
comendo besteiras e assistindo filme
chorando com os que me tocam
enchendo o peito
abraçando o mundo com as identificações

Quero ficar em casa
e quero o que tenho
quem tenho todos os dias
mas não dá
não existe fórmula de ser duas
Rir e chorar, apesar de poderem acontecer no mesmo momento
só expressam um (1) sentimento
seja ele qual for
solidão e multidão
diferentes são
e no meu repertório
no meu
eles não se confudem.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Fuga

Do dicionário: s.f. Ação ou efeito de fugir
Saída ou retirada feita à pressa, para escapar a alguém ou a algum perigo;
evasão; debandada.
Fig. Subterfúgio, escapatória;
folga.

domingo, 4 de dezembro de 2011

e quem disse

que é de mim que sempre falo?

não não
nem sempre

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Surpreender:

Do dicionário v.t. Apanhar ou tomar de supresa; Aparecer inopinadamente; Fig. Causar surpresa; espantar, desconcertar

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

existe?

tem coisa tão delícia na vida
que parece que não existe.
é tão sublime que começo a pensar que são os hormônios
circulando num dia qualquer
à nosso favor
delícia de viver
e o que é isso
senão o que impulsiona

Torto








Quero não saber de cor. também.

não reclamem pq gasto todo o meu dinheiro comendo o mundo










Pq tenho uma vontade insana de possuí-lo

pq essa é minha forma de estar nele

plena.

Não quero ter controle sobre minhas ânsias.

E daí se eu cresci cumprindo impulsos?

Se o que ficou por trás da pele

foram essas marcas do gozo.

às vezes cinza, outroras amarelo, colorido.

Minha íris tem todas as cores, todos os (dis)sabores, os (des)amores.

Tô buscando a outra parte.

Tem cores que ainda não conheço