quarta-feira, 31 de março de 2010

De chocolate o Amor é feito!


Por de trás do arco-íris além do horizonte
Há um mundo encantado feito pra você
Onde o sonho colorido mora atrás do monte
Quero te levar comigo quando amanhecer
Vou te mostrar que é de chocolate
De chocolate o amor é feito
De chocolate choc choc chocolate bate o meu coração
Choc choc choc choc choc choc chocolate
Choc choc choc choc choc é de chocolate
E numa casinha de biscoito e de sorvete
Você vai me esperar a cada anoitecer
Brigadeiro, rocambole e doce de leite
É só você tomar cuidado pra não derreter
Vou te mostrar que é de chocolate
De chocolate o amor é feito
De chocolate choc choc chocolate bate o meu coração
Choc choc choc choc choc choc chocolate
Choc choc choc choc choc é de chocolate
La la la la...

terça-feira, 30 de março de 2010

Obras e fotografias feitas com restos de comida, lixo, açúcar, geléia...?

Poisé,

Além da exposição do seu trabalho, Vik Muniz vai tá pela Unifor dando uma palestra dia 16 de abril às 10 horas. Do pouco que conheci do trabalho dele achei massa, então fica a dica!


Seu Jorge, feito de papel de revistas – o trabalho virou capa de um de seus discos.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Preciosa - Uma história de (des)esperança


"O Amor nunca fez nada por mim... O Amor me bate, me faz sentir sem valor."

domingo, 28 de março de 2010

Eu ou Nós?

Eu faço as minhas coisas e você faz as suas.
Não estou neste mundo para satisfazer as suas
expectativas e você não está neste mundo para
viver conforme as minhas. Você é você, eu sou eu.
E se por acaso nos encontrarmos será maravilhoso.
E se não, não há nada a fazer.
(Oração da Gestalt feita por Fritz Perls)

x

Se eu faço unicamente o meu e tu o teu
corremos o risco de perdermos um ao outro e a nós mesmos
Não estou neste mundo para preencher tuas expectativas
Mas estou no mundo para me confirmar a ti
Como um ser humano único para ser confirmado por ti
Somos plenamente nós mesmos somente em relação um ao outro
Eu não te encontro por acaso, te encontro mediante uma vida atenta
em lugar de permitir que as coisas aconteçam passivamente
Posso agir intencionalmente para que aconteçam
Devo começar comigo mesmo, verdade,
mas não devo terminar aí:
A verdade começa a dois.
(Suposta continuação da oração, Anônima)

sábado, 27 de março de 2010

Porque Eu te Amo tanto.




Hoje comi aquela tortinha de morango que vc tanto gosta
e senti tanta Saudade de vc.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Porra de prova.


Época de prova... época de angústia!

quinta-feira, 25 de março de 2010

True Love... Free Love...

O seu amor
Ame-o e deixe-o livre para amar

O seu amor
Ame-o e deixe-o ir aonde quiser

O seu amor
Ame-o e deixe-o brincar
Ame-o e deixe-o correr
Ame-o e deixe-o cansar
Ame-o e deixe-o dormir em paz

O seu amor
Ame-o e deixe-o ser o que ele é
Ser o que ele é

quarta-feira, 24 de março de 2010

Chocolate vicia?


O nutrólogo Osman Gióia, diretor da Associação Brasileira de Nutrologia, diz que certas pessoas são mais sensíveis aos compostos presentes no chocolate. "Estas substâncias químicas possuem ação que leva à dependência, mas não são todos os indivíduos que sofrem esta ação", garante. Ele destaca um composto com efeito semelhante ao da maconha. A substância, segundo o profissional, é alvo de estudo na Argentina. Trata-se da anandamina. "É um canabióide que tem a mesma ação cerebral que a 'marijuana'. A quantidade é tão pequena que não dá margem para o chocolate ser confiscado pela polícia", analisa.

E só pra ficar a dica: 3 kg de chocolate equivalem a um baseado :P

terça-feira, 23 de março de 2010

♫ Me dê a mão, vamos sair pra ver o sol... ♫

E quando tiver chovendo me abraça que eu gosto muito.
Se você quiser me oferecer um silêncio sincero...
Eu vou quase sempre querer
ficar perto.
E se quiser ser meu cúmplice e caminhar sempre ao meu lado
basta doar um pouquinho do seu Ser.


P.S: Fica avisado...

... não é fácil, mas será um prazer.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Adeus você.

Eu não queria que fosse assim, tão clichê.
E o bem e mal que fizemos um ao outro durante tanto tempo? Anulamos?
Não há como. E não há como apagar da memória todo o com.tato que tivemos.
Não façamos igual, pois não somos iguais.
Não quero ter que dizer adeus, por que não acredito que exista um adeus pra nós dois.

sábado, 20 de março de 2010

MUDE

Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.


Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas,
calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.

Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os seus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.

Tire uma tarde inteira para passear livremente
na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos
passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.

Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama...
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv, compre outros jornais...
Leia outros livros, viva outros romances.

Ame a novidade.

Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,

Escolha comidas diferentes,
Novos temperos, novas cores,
Novas delícias.

Tente o novo todo dia.
O novo lado, o novo método, o novo sabor,
o novo jeito, o novo prazer, o novo amor,
a nova vida.

Tente.
Busque novos amigos tente novos amores.
Faça novas relações.

Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.

Escolha outro mercado...
Outra marca de sabonete, outro creme dental...
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.

Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.

Troque de bolsa, de carteira, de malas,
troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabelereiros,
outros teatros, visite novos museus.

Mude.

Lembre-se de que a vida é uma só.

E pense seriamente em arrumar um
Outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno,
mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.

Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento,
o dinamismo, a energia.

Só o que está morto não muda!

Sobre o(a) autor(a):
Edson Marques, poeta, formado em Filosofia pela USP. Vencedor do Prêmio Cervantes/Ibéria em 1993. Sócio-fundador da Ordem Nacional dos Escritores. Se diz "um socialista romântico". Lançou o livro: "Manual da Separação".

sexta-feira, 19 de março de 2010

Será o dualismo a resposta?

O Dualismo:

Nesta abordagem existem várias teorias diferentes, porém todas concordam que a natureza essencial da inteligência consciente está em algo não-físico, ou seja, que a mente é algo não-físico.

* Dualismo de Substância: Caracteriza-se pela concepção de que cada mente, bem como suas atividades e estados, limita-se a uma coisa ou substância não-física.

- Dualismo Cartesiano: Nesta a realidade se divide em dois tipos de Substâncias:

-Matéria-comum, que ocupa espaço, ou seja, tem comprimento, largura e altura.

-Razão Consciente = Pensar. Este tipo de substância não ocupa posição no espaço e não tem extensão.

Descartes era defensor da “Filosofia Mecânica”, porém, ele acreditava que a razão consciente do Ser Humano não podia ser explicada nos termos da mecânica da matéria. Por esse motivo propôs uma substância diferente, sem extensão ou posição no espaço, ao qual a característica principal era a atividade de pensar. Portanto no dualismo cartesiano o Ser Humano não se constitui do corpo material, mas sim dessa substância pensante e não-espacial. Essa substância não-física faz com que o corpo se comporte movido por propósitos.

A favor dessa concepção Descartes dizia que somente através da introspecção direta podia determinar ser uma substância pensante. Uma segunda razão seria a de que um sistema puramente físico não poderia chegar a empregar a linguagem de modo apropriado, nem mesmo raciocínios matemáticos. Uma primeira objeção que mesmo Descartes considerava um problema seria o de como essa coisa-mente sendo tão distinta da coisa-matéria causa influências sobre meu corpo, ou seja, como essa substância incorpórea pode ter influência sobre essa substância dotada de peso?

Atualmente nem é correto caracterizar a matéria como o-que-tem-extensão-no-espaço. Na teoria da gravidade de Einstein, por exemplo, toda estrela que passar por um colapso gravitacional completo pode ficar sem nenhuma extensão no espaço.

- Dualismo Popular: Seria a concepção de que existe um corpo material semelhante a uma máquina, e de que esse corpo é controlado por uma substância espiritual semelhante a um fantasma. Esse “espírito”, na maioria das concepções, situa-se na cabeça, perto do cérebro e apesar de ter sua constituição interna diferente da matéria física, possui propriedades espaciais.

A interação entre a mente e o cérebro pode ser compreendida em termos de uma troca recíproca de energia, e talvez a coisa-mente seja uma manifestação dessa energia. Assim torna-se possível que o dualismo seja compatível com as leis da conservação da energia e da quantidade de movimento. Esta concepção é bastante atraente devido primeiro: por que mantém a possibilidade de que a mente sobreviva à morte do corpo. Porém não garante que isso ocorra, pois essa forma peculiar de energia que supomos constituir a mente é sustentada somente em conjunção com a complexidade do cérebro.

* Dualismo de Propriedade: A idéia básica dessa teoria seria a de que embora não haja uma outra substância, além do cérebro, este é dotado de um conjunto especial de propriedades. Diferentemente do Dualismo de substância, no qual a substância não-física é independente do corpo, no Dualismo de Propriedade essas propriedades especiais não-físicas provêm do corpo, mais especificamente do cérebro. Daí surge diferenças entre as diversas posições.

- Epifenomenalismo: O prefixo grego “epi” significa “acima”, desse modo os fenômenos mentais não constituem parte dos fenômenos físicos, mas estão acima destes. Epifenômenos seriam, portanto os fenômenos mentais. Esta posição afirma que os fenômenos mentais só se manifestam a partir do momento em que o cérebro em desenvolvimento ultrapassa certo nível de complexidade. E embora os eventos mentais sejam determinados pelos eventos físicos do cérebro, eles, por sua vez, não possuem quaisquer efeitos causais, ou seja, são completamente impotentes quanto a influências sobre as atividades do cérebro. Portanto estaríamos enganados ao afirmar que nossas ações são determinadas por nossos desejos, volições e decisões. Os eventos físicos causam os epifênomenos, bem como determinam nossas ações.

Do ponto de vista das pesquisas de um neurocientista que busca traçar as origens do comportamento exclusivamente através das atividades físicas do cérebro, essa concepção parece ser levada a sério. Porém, esse mesmo neurocientista não pode descartar o testemunho de sua própria introspecção. O epifenomenalista admite um meio-termo em respeitar uma abordagem rigorosamente cientifica da explicação do comportamento e o desejo de respeitar nossa introspecção.

- Dualismo Interacionista da Propriedade: Esta concepção difere da anterior por um aspecto primordial: o de que as propriedades mentais têm efeitos causais sobre o cérebro. Portanto nossos desejos, crenças e decisões causam nossas ações/comportamentos.

Do mesmo modo que a concepção anterior, essas propriedades mentais são consideradas como propriedades emergentes, já que só se manifestam quando a matéria física alcança certa complexidade através do processo evolutivo.

Se essas propriedades não-físicas/mente provêm do cérebro, então por que chama-lo de dualismo? Este é o ponto principal dessa teoria, pois é dualista no sentido de que jamais pode reduzir a mente ou explicá-la em termos dos conceitos das ciências físicas habituais, ou seja, a irredutibilidade das propriedades mentais é o que torna essa posição dualista. Porém, daí surge uma contradição, pois, como falar que a mente emerge a partir de nada além da organização concreta da matéria física e ao mesmo tempo negar que sua descrição física seja possível?

- Argumentos em favor do Dualismo:

Argumento da Religião: As religiões, a seu próprio modo, são uma teoria sobre as causas e os fins do universo, bem como se comprometem com a idéia da imortalidade da alma (portanto com o dualismo de substância). Esse argumento ganha bastante força, visto que se formos descrentes do dualismo, consequentemente estaremos negando nossa herança religiosa, o que de certo modo é intolerável para a maioria das pessoas.

Aqui as Forças Sociais são determinantes primários da fé religiosa, e decidir adotar a ortodoxia religiosa às questões científicas seria o mesmo que substituir as provas empíricas pelas forças sociais. Ou seja, a ciência com suas provas empíricas é totalmente velada quando tratamos das religiões que ganham força coma a fé das pessoas. Por esse motivo os profissionais da filosofia e das ciências interessadas em conhecer a natureza da mente põem as religiões “de lado”.

Argumento da Introspecção: o fato de que ao nos concentrarmos sobre os conteúdos de nossa consciência, não captamos nenhuma das atividades físicas do cérebro, tais como a rede neural pulsando com atividade eletroquímica, mas ao contrário disso, apreendemos sim um fluxo de emoções, pensamentos, e desejos. Porém este argumento é bastante suspeito ao supor que nossa observação interior ou introspecção revela as coisas como elas realmente são, visto que sabemos que nossas outras formas de observação (visão, tato, audição) não são capazes disso. Alguns exemplos interessantes são o do calor do ar do verão que não parece ser a energia cinética média de milhões de minúsculas moléculas, mas é isso que ele é; a nossa água de cada dia que não vemos como dois átomos de Hidrogênio e um de Oxigênio, mas é isso que ela realmente é.

Argumento da Irredutibilidade: Os Qualia, ou seja, as qualidades introspectivas de nossas sensações e o conteúdo de significação de nossos pensamentos são fenômenos que resistem a uma redução ao físico. Por exemplo, um físico ou um químico poderiam saber tudo sobre a estrutura molecular da rosa e do cérebro humano, mas jamais estaria apto a prever ou antecipar o Qualia dessas experiências inexprimíveis. Um exemplo que refuta essa irredutibilidade seria a calculadora cuja capacidade de raciocínio matemático supera em muito a do Ser Humano quanto à parte de cálculos. Essa realização é importante na medida em que invadem as áreas da razão humana nas quais os filósofos dualistas do passado acreditavam ser impossíveis se limitar a dispositivos físicos. A própria noção de linguagem decomputador tem como fundamentação que a nossa linguagem e conteúdo podem ser mais complexas que as “linguagens artificiais”, mas que essa diferença só se dê em graus e não em espécies.

Também em favor do dualismo são citados os fenômenos parapsicológicos, tais como a telepatia, a clarividência, entre outros. Que por sua vez são considerados fenômenos mentais enquanto se mantiverem para além de uma explicação física. Porém, por serem reais isso não significa que sejam completamente refratários a uma explicação puramente física. A telepatia, por exemplo, já tem sugestões dos materialistas que têm como opinião que o pensamento é uma atividade elétrica no interior do cérebro, no qual através de um processo eletromagnético que produz ondas, estas podem ter efeitos sobre a atividade elétrica de outros cérebros. Essa não é uma explicação definitiva utilizada pelos materialistas, mas de certa forma uma crítica para que os dualistas tenham formas mais sistemáticas, incontestáveis e reprodutíveis que comprovem tal fenômeno. E apesar de todos os pronunciamentos acerca de tais fenômenos não se tem certeza de que sejam verdadeiros, já que inexistem efeitos parapsicológicos que possam ser reproduzidos repetidamente, de modo a serem comprovados com experiências.

- Argumentos contra o Dualismo:

Argumento da Simplicidade: deve-se escolher a mais simples das duas hipóteses, não se multiplicando entidades além do estritamente necessário para explicar os fenômenos. O materialista postula somente um tipo de substância (a matéria física), enquanto o dualista postula dois tipos de substância (uma física e uma não-física), aos quais não trazem nenhuma vantagem explicativa. Nenhumas das duas correntes podem explicar os fenômenos em questão, porém a objeção dos materialistas tem fundamento, visto que não há dúvida que a matéria física existe, enquanto a matéria não-física não.

Argumento da Impotência Explicativa: onde o neurociêntista detém conhecimentos acerca do cérebro, de sua constituição e das leis que o governam. Os neurocientistas já podem explicar boa parte do nosso comportamento por meio das propriedades elétricas, físicas e químicas do cérebro. Enquanto isso os dualistas não podem explicar acerca das conexões estruturais entre a mente e o corpo, nem nos dizer algo sobre a constituição dessa substância “espiritual” ou sobre as leis que o governas, entre outras explicações essenciais para o bom entendimento do problema ontológico.

Argumento da Dependência Neural: Afirma-se que nossos estados mentais são dependentes do cérebro. Esse argumento é exemplificado pelo uso de narcóticos, álcool, ou mesmo pela degeneração senil de tecidos nervosos que danificam, incapacitam ou mesmo destroem nossa capacidade de pensamento racional. Outro exemplo bem cotidiano seria a indicação de produtos químicos feita por psiquiatras para controlar as emoções. Simultaneamente o dualismo de substância é descartado.

Argumento da História Evolutiva: “Cada espécie existente é um tipo sobrevivente que provém de uma série de variações de um tipo mais primitivo de organismo: cada tipo mais primitivo, por sua vez, é um tipo sobrevivente que provém de uma série de variações de um tipo de organismo ainda mais primitivo; e assim, retrocedendo pelos ramos da árvore evolutiva, por cerca de três bilhões de anos, encontramos um tronco constituído por apenas um punhado de organismos muito simples.” (pág.46). O que estrutura o mecanismo de desenvolvimento dessa árvore é a variação cega ocasional que ocorre nos seres reprodutores, bem como sua sobrevivência seletiva em razão das vantagens reprodutivas. Nossa peculiaridade em relação à história da evolução consiste no fato de todas as nossas características físicas resultam de um processo puramente físico. Somos dotados de sistema nervoso igualmente a todos os organismos, porém o nosso é mais complexo e potente, o que torna possível uma orientação discriminativa do comportamento. Somos criaturas constituídas por matéria e nossa natureza interior difere dos organismos mais simples em grau, mas não em gênero.



Reflexão baseada no livro "Matéria e Consciência" de Paul M.Churchland.

quinta-feira, 18 de março de 2010

E amanhã?

- Vamo sair juntos hoje?
- Só hoje?
- Por enquanto sim!
- Pois eu não quero.
- Por quê?
- Porque eu quero sair e ficar junto de você sempre.
- Mas pra que isso?
- Porque eu gosto da sua companhia, oura!
- Mas cê sempre gosta?
- Nem sempre.
- Então pra que estar junto de mim sempre?
- Ah, sei lá, por que me faz sentir uma segurança, uma estabilidade.
- Hum... e você não gosta de surpresas, de novidades?
- Gosto, claro!
- E se você quiser sair com outro alguém amanhã?
- Eu não vou querer!
- Ah vai!
- Tá bom, pode ser, mas daí eu vou ter você!
- Eu? Mais se você vai tá desejando outro...
- Esse desejo passa, agora meu amor por você não.
- Então é assim?! Você me ama e deseja outro de vez em quando?
- Você quem tá dizendo isso. E se eu ficar com outro?
- Que é que tem?
- Cê não vai sentir ciúmes?
- Talvez, mas o que me importa? Sempre passa mesmo.
- E aí? você vai sempre viver sozinho então?
- Sempre que eu quiser, quando quiser ficar acompanhado de você, por exemplo, te procuro.
- Não te entendo, sabia?!
- Sai comigo hoje?

quarta-feira, 17 de março de 2010

Porque pra ser novidade não precisa ser imprevisível.


Roberto Freire me fez adentrar na história, no lugar, nas viagens e nas entranhas dos personagens. Exibe a loucura, o sexo, a natureza, o “outro”, as fugas, os vícios, a música e a poesia de uma forma previsível, mas surreal pela naturalidade e liberdade com que foram descritos os contextos.
“Por que a beleza e o tesão que emana das mulheres provêm de sua loucura.”
Leonora e a íntima relação com W. Reich e sua teoria a respeito da potência orgástica, que seria “…a capacidade de descarregar completamente toda a excitação sexual contida, por meio de contrações involuntárias, agradáveis ao corpo, e do qual nenhum neurótico tem o prazer de vivenciar.”. Uma mulher "dissimulada", que justifica o Pink Floyd no seu gravador e Miró nas paredes da sua casa dizendo ser maníaca.
A descrição das vivências e das sensações experienciadas em Visconde de Mauá, êxtase de todos que passam por lá…
A admiração do Coiote por Hendrix: “Eu tenho facilidade, se eu pego um instrumento e fico em cima dele, acabo tocando. Mas não me interesso muito por música. Só a do Hendrix. Mas também aquilo que ele fazia não era música.”
A escolha do autor por “Arthur Rimbaud” como pai. Um promutante “… que aos dezessete anos, já era o maior poeta da França e o exemplo mais chocante de vida em liberdade…”
E o Sexo que é mostrado sem limites e sem preconceitos… o com.tato com outro corpo… seja ele qual for… com uma vaca, com a terra, o Tesão com a música, com a mãe, com o vento…
E os Duendes… pela sinceridade com que vivem e compartilham as coisas… pela vivência sempre inédita e sem memórias, pela autenticidade do fazer e do ser. Encantadores por possuirem uma intuição, uma percepção sensorial e uma sensibilidade muito superior à nossa.
Porque pro Coiote, Mahler e Hendrix são a fórmula perfeita pros ouvidos duendões… e duendões são todos os artistas, as crianças, os poetas, os índios e os chamados loucos. Depois disso, quem não tem vontade de conhecer o som do Mahler, certeza que não é duendão.

Poisé… tô na metade do livro e essa é só uma tentativa de descrever o meu com.tato com ele.